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  Campanha Dieta, não!
  Estima-se que metade das pessoas tentam emagrecer em alguma fase da vida. Quase sempre o tratamento resulta em fracasso, principalmente pelo fato de que elas fazem "dietas" visando a uma perda de peso rápida e depois voltam aos hábitos alimentares antigos. 
 
  O que é dieta ?
  A palavra dieta é originada do grego, com o significado original de estilo de vida. Hoje o emprego mais comum tem sido o de "privação total ou parcial da alimentação, prescrita pelo médico" (dicionário Aurélio Buarque de Holanda).
  Usualmente assume conotações de sacrifício, privação física e social, fome e sofrimento. Parece recomendável, portanto, que se evite o uso de um termo já deturpado para designar o novo conceito de planejamento alimentar.
 
  Novos hábitos em vez de novas dietas
  A literatura científica tem demonstrado resultados ruins com tratamentos fundamentados em dietas rígidas. Planos alimentares mais flexíveis têm produzido resultados muito melhores, com menor incidência de comer compulsivo e maior facilidade na manutenção do peso saudável. Este plano alimentar é um novo conceito que estamos promovendo em substituição as tradicionais dietas para emagrecer. 
 
  Como fica o papel do profissional de saúde ?
  O plano alimentar estimula o maior envolvimento do paciente com o profissional de saúde, valorizando a participação do médico, do nutricionista, do psicólogo e do profissional de educação física no tratamento da obesidade.
  Ganha maior ênfase o papel de educador do profissional de saúde, identificando padrões alimentares insatisfatórios e hábitos sedentários e elaborando mudanças comportamentais que favoreçam a manutenção do peso saudável.
 
  Quadro comparativo entre dieta tradicional e plano alimentar
Dieta Tradicional Plano Alimentar
tem princípio e fim prevê a manutenção
frequentemente genérica e impessoal individualizado
impositiva educativo
rígida flexível
monótona e desistimulante diversificado e versátil
tendência a compulsão alimentar não favorece a compulsão alimentar
associada a sofrimento e fome associada a bem estar e satisfação
recuperação do peso e rebote perda de peso sustentável
maior perda de massa magra (músculo) favorece manutençaõ de massa magra (músculo)
privação de atividades sociais compatível com qualquer atividade social
medo de comer prazer de comer
incompatível com a rotina diária adaptável a rotina diária
frequentemente exclui médicos e nutricionistas inclui sempre o profissional de saúde
 
  Elementos básicos do plano alimentar
1 - baixa densidade calórica com restirção de gorduras
2 - aumento de fracionamento do cardápio, oferecendo no mínimo 4 refeições ao dia
3 - carboidratos em todas as refeições
4 - estimular o consumo de alimentos ricos em fibras como grãos e cereais integrais, frutas, verduras e legumes
5 - uso moderado e esporádico de açúcares simples, doces, bebidas alcoólicas e gorduras, principalmente as de origem animal
6 - distribuição dos nutrientes com a seguinte proporção : carboidratos 50 a 65%, gorduras 15 a 25%, proteínas 10 a 20%
7 - participação ativa do paciente na elaboração dos cardápios e escolha dos alimentos
 

 Fonte : Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade