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Apesar de não encontrarmos um perfil psicopatológico
específico para o obeso, sabemos que
este é um indivíduo que sofre.
Sofre em consequência de sua "luta interna"
entre satisfazer o seu impulso de comer e a necessidade
de emagrecer, determinada pela imposição
de um tratamento médico, ou, devido
à necessidade de responder ao padrão
estético bombardeado pela mídia como beleza. Como,
via de regra, é derrotado, sedimenta nele(a) uma forte
sensação de impotência, fraqueza e, principalmente, culpa, que o deprime, destrói a sua
auto-estima, fechando assim, um ciclo vicioso
que o leva a ingerir, cada vez mais, quantidades
maiores de alimentos.
Porém, não são raros os casos em que diagnosticamos
transtornos alimentares que, uma vez identificados precocemente, vão
facilitar o profissional de saúde no acompanhamento de seus pacientes.
O manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais
da Associação Psiquiátrica
Americana (DSM IV) identifica os seguintes transtornos:
- Anorexia Nervosa
- Bulimia Nervosa
- Binge ou transtorno da compulsão alimentar
- Nibling ou beliscar
- Craving, ânsia ou picoteos
- Síndrome do comer noturno
Nestes
casos, é fundamental, além da psicoterapia auxiliar, um acompanhamento de um psiquiatra.
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